6.9.11
22.5.11
15.5.11
sinto muito
não restaram nem mesmo os bons modos:
com licença, por favor, obrigado.
[nem que seja obrigado]
com licença, por favor, obrigado.
[nem que seja obrigado]
4.5.11
id [da ordem do desejo]
15.4.11
não sei se
12.4.11
e ainda quer confete
adoro elogios. adoro. antes eu não gostava, quer dizer, eu gostava, mas não sabia como lidar com eles. acho que ainda não sei. a verdade é que não sei mesmo, mas ao menos já consigo aceitar o encanto.
agora elogios provocam suspiros, não suspiros visíveis porque ainda não permito o total reconhecimento da minha aceitação. antes era diferente; ouvia um elogio e fugia. escapava e parava em uma condição em que pessoas só sabem retribuir ao que é dito com: "são seus olhos". mas doía - em mim e em quem proferia o elogio, por que tem afirmação mais rebaixadora de argumentos do que: "são seus olhos"?
hoje aceito o elogio, o suspiro, o ar da graça. e é bom, bom mesmo, me conduz à condição em que pessoas ouvem o que há de melhor e esperam por mais. veja bem, ela ainda quer confete.
[mais uma dose, por favor]
6.4.11
these are the songs
são três lugares diferentes. trabalho, trabalho, trabalho.
entre um e o outro, mais ou menos 10 horas por semana me deslocando.
entre um e outro meu mp3 velhinho de paixão para sustentar tanto deslocamento [eu soube que agora não fabricam mais mp3, um arraso sem fim].
entre as 10 horas desta semana que já quase se encerra, adriana me acompanhou e trouxe o micróbio do samba. e de tudo que ouvi, ficou:
e tudo isso um dia vai passar
se deslocar no tempo, esmaecer
deverá desbotar, desimportar
então seu plano para me esquecer... esqueça
e aquele amor aonde quer que esteja
se bulir, vai ver, ainda lateja
e se no fim, no fundo, permaneça
aquele plano para me esquecer, esqueça
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